A ciência é uma esfera de conhecimento resultante de um rigoroso método de investigação da realidade. Não se trata do único caminho possível e convincente para responder os questionamentos do ser humano, mas nos fornece explicações racionais e naturais para os fenômenos da natureza.
Devemos ser críticos ao avaliarmos os avanços da ciência e as tecnologias, de fato a ciência não é neutra. O contexto socioeconômico, a cultura e, às vezes, a subjetividade do pesquisador acabam influenciando os rumos dos desenvolvimento científico. Apesar desta ponderação, este saber apresenta alta credibilidade devido às suas características básicas: objetiva, quantitativa, busca leis gerais de funcionamento dos fenômenos, falseável, preditiva e fundada a partir de um rigoroso trabalho de investigação que garante os aspectos anteriores.
O método de investigação usado em ciências biológicas é predominantemente o hipotético-dedutivo. Neste caso, partimos de princípios já existentes para elaborar hipóteses permitindo deduções que expliquem fenômenos ainda não completamente elucidados. Realizam-se novos testes para a hipótese - experimentos e novas observações - normalmente com o intuito de negá-la e, se não conseguimos refutá-la, a aceitamos como verdade até que se prove o contrário (ver figura abaixo). É isso mesmo, não se angustie, a verdade na ciência é relativa. É inerente ao saber científico a renovação e a modificação contínua, o que afasta deste conhecimento o status de dogmático. Sempre que falo disto, lembro-me invariavelmente do que cantou o profético Raulzito: "Aos onze anos de idade eu já desconfiava da verdade absoluta".