quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tay-Sachs

A doença neurodegenerativa de Tay-Sachs é genética autossômica recessiva caracterizada pelo acúmulo de gangliosídeo GM2 nas células neuronais. Esse acúmulo gangliosídico deve-se a um defeito na enzima hexosaminidase A (Hex A) dos lisossomos,  decorrente de mutações no seu gene codificador, o gene HEXA, prevalente entre os judeus Ashkenazi. Sem a Hex A, o GM2 não é digerido, acumulando-se nos neurônios provocando a degeneração do tecido nervoso. Confira a imagem abaixo:


sábado, 6 de abril de 2013

Lista sobre sucessão ecológica


1. (UFSC) Quando um pedaço de floresta é destruído pelo fogo e o local fica abandonado, a mata pode se reconstituir dentro de algumas décadas.  Com relação a este assunto, assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

I   II
0  0 – Exemplos de plantas pioneiras são as bromélias epífitas.
1  1 – Comunidades pioneiras colonizam a área e são sucedidas por outras.
2  2 – O solo descoberto recebe sol direto e se torna mais seco, favorecendo a germinação das sementes das árvores nativas que eventualmente tenham permanecido no local após o incêndio.
3  3 – Apesar dos danos à vegetação, a fauna sofre pouco nestas condições, uma vez que os animais têm uma alta capacidade de dispersão.
4  4 – No estágio em que predominam plantas arbustivas, o solo passa a reter mais umidade, favorecendo a germinação de sementes de plantas arbóreas.

2. (UPE) Na sucessão ecológica, existe uma sequência ordenada e gradual de populações, que se instalam em determinado ambiente.
ROCHA NUA → LIQUENS → MUSGOS → ERVAS → ARBUSTOS → ÁRVORES
Após observar o esquema da sucessão ilustrado acima, analise as cinco afirmações a seguir e conclua.
I  II
0  0 – Os líquens podem ser considerados facilitadores do processo de sucessão, pois eles vão gradualmente agregando matéria orgânica e melhorando as condições ambientais. São organismos pioneiros.
1  1 – A sucessão ilustrada acima é do tipo primária, caracterizada por sua maior rapidez em atingir o máximo de desenvolvimento e estabilidade, em comparação à sucessão secundária de um campo de cultivo abandonado.
2  2 – À medida que evolui o processo de sucessão ecológica, aumenta a biodiversidade, enquanto diminui a biomassa do ecossistema em formação.
3  3 – A sucessão que acontece nas dunas recém-formadas, pela ação constante dos ventos em regiões do litoral, representa sucessão secundária, e seu estágio de comunidade clímax sofre alterações estruturais constantes.
4  4 – O surgimento de novos nichos ecológicos, durante a sucessão ecológica, resulta em aumento da biodiversidade na comunidade.

3. (UEPG) Os ecossistemas naturais estão em constante modificação. Como se fossem um organismo vivo, eles passam por vários estágios, desde a juventude até a maturidade. Sucessão ecológica é o nome que se dá a essa série de mudanças nas comunidades que compõem o ecossistema. A respeito desse fenômeno, assinale o que for correto.

I   II
0  0 – Nas sucessões, o estágio inicial de povoamento, em que surgem as espécies pioneiras, é chamado de seres.
1   1 – As comunidades que se instalam, uma após a outra, em sequência, chamamos ecese.
2  2 – A comunidade que existe num dado momento “prepara o terreno”, permitindo que outra comunidade se estabeleça. As diversas comunidades se sucedem, até que se atinja um estágio de relativa estabilidade e equilíbrio, que se instala de forma “permanente”.
3  3 – Quando a comunidade atinge a maturidade e se torna estável, ela é chamada de comunidade clímax, e apresenta grande diversidade de espécies e de nichos ecológicos.
4  4 – São alguns eventos observados ao longo da sucessão: mudança repentina inicial tendendo a diminuir lentamente, aumento de tamanho dos indivíduos, diminuição da biomassa total, taxa de fotossíntese proporcional à taxa de respiração da comunidade, diminuição da conservação dos nutrientes no ecossistema.

4. (UFPB) Com o passar dos anos, observa-se que os diferentes ambientes sofrem modificações, ocasionadas tanto por fenômenos naturais como pela interferência humana. A esse processo denomina-se sucessão ecológica. A figura a seguir representa o esquema de uma sucessão ecológica:

AMABIS E MARTHO. Biologia das Populações.
v3. São Paulo: Ed. Moderna, 2005, p. 389.

Com base na figura e nos conhecimentos acerca desse processo, é correto afirmar:
a) A comunidade que se estabelece, ao final da sucessão ecológica, é a mais estável possível.
b) As espécies que iniciam o processo de sucessão ecológica são denominadas espécies clímax.
c) A diversidade de espécies da comunidade que se estabelece é mantida.
d) As relações ecológicas entre as espécies que se estabelecem diminuem.
e) As mudanças que ocorrem na população não alteram o ambiente.

5. (UFSCar) A figura abaixo ilustra um processo de transformação ambiental, que ocorre de forma gradual e contínua em uma determinada região. A colonização dessa região inicia-se com organismos pioneiros até atingir um estágio de equilíbrio entre a comunidade biológica e o ambiente.

(www.acervoescolar.com.br)

O processo de transformação descrito é chamado de:

a) Especiação.
b) Sucessão ecológica.
c) Evolução biológica.
d) Convergência adaptativa.
e) Diversificação de espécies.

6. (UNICENTRO) O gráfico que indica como a biomassa varia no processo de uma sucessão ecológica é:


7. (UEM) Sobre ecossistemas e sucessão ecológica, analise as alternativas e assinale o que for correto.

I  II
0  0 – Nos ecossistemas onde os fatores abióticos são adequados e disponíveis, verifica-se maior número de espécies, como ocorre nas faixas litorâneas, estuários de rios e nas florestas pluviais.
1  1 – O aparecimento de novos nichos durante a sucessão ecológica leva ao aumento da biodiversidade, diminuindo a biomassa do ecossistema em sucessão.
2  2 – Uma elevada diversidade de espécies torna o ecossistema mais complexo, com maior número de nichos ecológicos, garantindo o equilíbrio da comunidade clímax, diminuindo a probabilidade de ocorrer mudanças drásticas.
3  3 – As queimadas, comuns na estação seca em diversas regiões brasileiras, podem provocar a destruição da vegetação natural, e na sequência ocorre o processo denominado sucessão primária.
4  4 – No ambiente marinho, as comunidades são divididas em três grandes grupos: plâncton, nécton e bentos, de acordo com a capacidade de movimentação dos organismos e os locais que ocupam.

8. (UDESC) A sucessão ecológica numa região desabitada pode ser esquematizada do seguinte modo:



Sobre este esquema, analise as proposições abaixo.

I. As sucessões primárias ocorrem em locais onde não há vida (rocha nua, por exemplo).
II. As sucessões secundárias correspondem a uma recolonização de uma região previamente habitada (um campo de cultura abandonado, por exemplo).
III. Ao longo da sucessão há um aumento da biomassa, da diversidade de espécies e da complexidade das teias alimentares, o que pode estar relacionado à maior estabilidade da comunidade clímax, tornando-a, por exemplo, mais resistente ao ataque de pragas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente a afirmativa II é verdadeira.
b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
c) Somente a afirmativa I é verdadeira.
d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

9. (UEPB) Observe a sequência dos organismos abaixo:

1. Musgos, samambaias, microrganismos.
2. Arbustos, gramíneas, insetos, lagartos, microrganismos.
3. Árvores frutíferas, liquens e musgos, insetos, aves, mamíferos, cobras, lagartos, microrganismos.
4. Liquens e microrganismos.

Considerando o processo de sucessão ecológica primária, a sequência correta dos estágios de surgimentos das comunidades é:

a) 3, 2, 1, 4.
b) 1, 4, 2, 3.
c) 4, 1, 2, 3.
d) 1, 2, 3, 4.
e) 4, 1, 3, 2.

10. (UFPB) A sucessão ecológica refere-se a uma sequência de mudanças estruturais e funcionais que ocorrem na comunidade, que, em muitos casos, seguem padrões definidos.  Acerca da sucessão ecológica, identifique as proposições verdadeiras:

I   II
0  0 – As gramíneas e os líquens são organismos pioneiros.
1 1 – A sucessão primária é aquela que ocorre logo após a queimada em um ambiente florestal.
2  2 – A biodiversidade, a biomassa e as condições microclimáticas geralmente se estabilizam, quando a comunidade aproxima-se do clímax.
3  3 – A homeostase aumenta à medida que a comunidade tende a se estabilizar.
4 4 – As espécies de pequeno porte e crescimento rápido ocorrem no início da sucessão primária, enquanto que as árvores e os arbustos de crescimento lento predominam no início da sucessão secundária.


Gabaritos: 1FVFFV, 2VFFFV, 3FFVVF, 4A, 5B, 6A, 7VFVFV, 8E, 9C, 10VFVVF.

Problemas de saúde


DESNUTRIÇÃO

Clinicamente, desnutrição é caracterizada por ingestão inadequada de alimentos. As pessoas são desnutridas se são incapazes de utilizar totalmente o alimento que comem, por exemplo, devido à diarréia ou outras doenças (desnutrição secundária), se eles consomem muitas calorias (supernutrição), ou se sua dieta não fornecer quantidade adequada de calorias e proteínas para crescimento e manutenção (subnutrição ou desnutrição energético-protéica).
A desnutrição em todas as suas formas, aumenta o risco de doença e morte prematura. Desnutrição protéico-energética, por exemplo, desempenha um papel importante na metade de todas as mortes de menores de cinco a cada ano nos países em desenvolvimento (OMS, 2000). Formas graves de desnutrição incluem:

·         Marasmo, desnutrição protéica e calórica crônica, com redução de músculo, gordura e outros tecidos.
·         Kwashiorkor (doença do desmame), caracterizada por severa deficiência de proteína. As crianças afetadas apresentam retardo mental, apatia extrema, edema generalizado sob a pele, e menor resistência contra infecções.
·         Cretinismo, com danos cerebrais irreversíveis devido à deficiência de iodo.
·         Cegueira e aumento do risco de infecção e morte por deficiência de vitamina A.

O estado nutricional está comprometido também, quando as pessoas estão expostas a altos níveis de infecção devido à fonte de água imprópria e/ou insuficiente. Na desnutrição secundária, pessoas que sofrem de diarréia não irão se beneficiar plenamente da comida, porque fezes freqüentes impedem a absorção adequada de nutrientes. 

Fonte: http://www.who.int/water_sanitation_health/diseases/malnutrition/en/ (Adaptado)

OBESIDADE

A epidemia global de sobrepeso e obesidade - "globesidade" - está rapidamente se tornando um problema de saúde pública em muitas partes do mundo. Paradoxalmente coexistindo com a desnutrição nos países em desenvolvimento, a crescente prevalência de sobrepeso e obesidade está associada com doenças crônicas, incluindo diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e certos tipos de câncer.

O sobrepeso e a obesidade são definidos como acúmulo anormal ou excessivo de gordura que pode ser prejudicial à saúde.

O índice de massa corporal (IMC) é um indicador simples da relação entre peso e altura, que é comumente usado para identificar sobrepeso e obesidade em adultos. É calculado dividindo o peso de uma pessoa em quilos pelo quadrado da sua altura em metros (kg/ m2).

A definição da OMS é como se segue:

·         Um IMC igual ou acima de 25 determina sobrepeso.
·         Um IMC igual ou superior a 30 determina obesidade.


A causa básica de sobrepeso e obesidade é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e gastas:

·       aumento da ingestão de alimentos com energia densa que são ricos em gordura, sal e açúcares, mas pobres em vitaminas, minerais e outros micronutrientes, e
·       uma diminuição da atividade física como um resultado de natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de trabalho, novos modos de viagens e urbanização crescente.

Sobrepeso e obesidade e as doenças associadas não-transmissíveis são evitáveis.

No nível individual, as pessoas podem:

·         limitar o consumo de energia da gordura total;
·         aumentar o consumo de frutas e verduras, e legumes, grãos integrais e nozes;
·         limitar a ingestão de açúcares;
·         atividade física regular, e
·         alcançar um equilíbrio e um peso saudável.

A responsabilidade individual só pode ser totalmente eficaz quando as pessoas têm acesso a um estilo de vida saudável. Portanto, em termos sociais é importante:

·         para apoiar as pessoas na execução das recomendações acima, através de um compromisso político sustentável e a colaboração de vários agentes públicos e privados, e
·         se a atividade física regular e hábitos alimentares saudáveis ​​são facilmente acessíveis e disponíveis a todos, especialmente os mais pobres.

A indústria de alimentos pode desempenhar um papel importante na promoção da alimentação saudável:

·         redução da gordura, açúcar e sal nos alimentos processados;
·         garantir que todos os consumidores podem acesso físico e econômico a alimentos saudáveis ​​e nutritivos;
·         implementação de marketing responsável e
·         assegurar a disponibilidade de alimentos saudáveis ​​e apoiar a prática regular de atividade física no local de trabalho.

Fonte: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/index.html (Adaptado)

DIABETES MELLITUS

Controle da glicemia:



Quadro de hiperglicemia no sangue resultante de uma disfunção na absorção de glicose por nossas células.

a) Diabetes mellitus tipo 1 (juvenil) – o nosso sistema imunitário destrói as células beta das Ilhas pancreáticas, responsáveis pela fabricação da insulina, portanto, seus portadores são insulino-dependentes.

b) Diabetes mellitus tipo 2 (tardia) – trata-se de uma resistência a insulina, as células do corpo tem uma quantidade insuficiente de receptores para insulina. Não necessariamente é insulino-dependente.

Sintomas: poliúria; aumento do apetite; alterações visuais; impotência sexual; infecções fúngicas na pele e nas unhas; feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar; neuropatias diabéticas provocada pelo comprometimento das terminações nervosas; distúrbios cardíacos e renais.

Fatores de risco: obesidade (inclusive a obesidade infantil); Hereditariedade; Falta de atividade física regular; Hipertensão; Níveis altos de colesterol e triglicérides; Medicamentos, como os à base de cortisona; Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II); Estresse emocional.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/diabetes/diabetes/

ESTRESSE

O estresse é tido como um fator de risco para inúmeras patologias que afligem as sociedades humanas, como patologias cardiovasculares (arteriosclerose, derrame), metabólicas (diabetes insulino-resistente ou tipo 2), gastrointestinais (úlceras, colite), distúrbios do crescimento (nanismo psicogênico, aumento do risco de osteoporose), reprodutivas (impotência, amenorréia, aborto espontâneo), infecciosas (herpes labial, gripes e resfriados), reumáticas (lupus, artrite reumatóide), câncer e depressão.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse afeta mais de 90% da população mundial e é considerado uma epidemia global. Na verdade, sequer é uma doença em si: é uma forma de adaptação e proteção do corpo contra agentes externos ou internos.  
Os agentes estressores podem ser sensoriais ou físicos, como subir escadas, correr uma maratona, sofrer mudanças de temperatura, fazer vôo livre etc. Já o estresse psicológico acontece quando o sistema nervoso central é ativado através de mecanismos puramente cognitivos, como brigar com o cônjuge, falar em público, vivenciar luto, mudar de residência etc. Um terceiro tipo de estressor pode ainda ser considerado: as infecções.
A reação do organismo aos agentes estressores pode ser dividida em três estágios. No primeiro estágio (alarme), o corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino. 
Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática. O hipotálamo também secreta alguns neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e fator liberador de corticotrofina. Esse último estimula a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófise, que também aumenta a produção de outros hormônios, tais como ADH, prolactina, hormônio somatotrófico (STH ou GH - hormônio de crescimento), hormônio tireotrófico (TSH).
O ACTH estimula as glândulas suprarrenais a secretarem corticóides e adrenalina. As glândulas adrenais passam  então a produzir e liberar os hormônios do estresse (adrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão (e ainda o crescimento e o interesse pelo sexo), contraem o baço (que expulsa mais hemácias para a circulação sangüínea, o que amplia a oxigenação dos tecidos) e causa imunodepressão (redução das defesas do organismo). A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga”.
Nessa fase também pode ocorrer tento uma inibição quanto um aumento desmedido de hormônios gonadotróficos.
No segundo estágio, (adaptação), o organismo repara os danos causados pela reação de alarme, reduzindo os níveis hormonais. No entanto, se o agente ou estímulo estressor continua, o terceiro estágio (exaustão) começa e pode provocar o surgimento de uma doença associada à condição estressante, pois nesse estágio começam a falhar os mecanismos de adaptação e ocorre déficit das reservas de energia.

Fonte: http://www.afh.bio.br/endocrino/endocrino3.asp (Adaptado)

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Hipertensão arterial é a pressão arterial acima de 140x90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, medida em repouso de quinze minutos e confirmada em três vezes consecutivas e em várias visitas médicas.

·         No sistema nervoso central podem ocorrer infartos, hemorragia e encefalopatia hipertensiva.
·         No coração, pode ocorrer cardiopatia isquêmica (angina), insuficiência cardíaca, aumento do coração e, em alguns casos, morte súbita.
·         Nos pacientes com insuficiência renal crônica associada sempre ocorre nefroesclerose.
·         No sistema vascular, pode ocorrer entupimentos e obstruções das artérias carótidas, aneurisma de aorta e doença vascular periférica dos membros inferiores.
·         No sistema visual, há retinopatia que reduz muito a visão dos pacientes.
Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?244 (Adaptado)

INFARTO DO MIOCÁRDIO


O infarto é definido como uma lesão isquêmica do músculo cardíaco (miocárdio), que deve-se à falta de oxigênio e nutrientes. Os vasos sangüíneos que irrigam o miocárdio (artérias coronárias) podem apresentar depósito de gordura e cálcio, levando a uma obstrução e comprometendo a irrigação do coração. As placas de gordura localizadas no interior das artérias podem sofrer uma fissura causada por motivos desconhecidos, formando um coágulo que obstrui a artéria e deixa parte do coração sem suprimento desangue. É assim que ocorre o infarto do miocárdio. Esta situação vai levar à morte celular (necrose), a qual desencadeia uma reação inflamatória local.

Fonte: http://www.abc.med.br/p/22385/infarto+do+miocardio.htm

quarta-feira, 13 de março de 2013

Impactos ambientais e biologia da conservação

Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais.

POLUIÇÃO DO AR

a) Aquecimento global

A – A radiação solar atravessa a atmosfera.
B – Parte da radiação é refletida para o espaço.
C – Parte da radiação infravermelha é retida na atmosfera por gases estufa.
Os principais gases que atuam como estufa são o dióxido de carbono, o metano, vapor de água e óxido de nitrogênio.


b) Destruição da camada de Ozônio


A presença de ozônio na atmosfera é de extrema importância para a humanidade, pelo papel que exerce de filtro das radiações ultravioletas, as quais, úteis em determinada intensidade, são nocivas em intensidades maiores. A nocividade das radiações ultravioletas está ligada a doenças como o câncer de pele e as alterações genéticas, por induzirem mutações indesejáveis.
A camada de ozônio vem sendo progressivamente destruída, principalmente por ação de um gás conhecido por clorofluorcarbono, também designado por suas iniciais, CFC. O clorofluorcarbono é utilizado em sprays (aerossóis), condicionadores de ar, geladeiras, espuma plástica, componentes eletrônicos e outros produtos.

c) Monóxido de carbono

O Monóxido de Carbono (CO) é um gás inflamável, inodoro e muito perigoso devido à sua grande toxicidade. É produzido pela queima em condições de pouco oxigênio (combustão incompleta) e/ou alta temperatura de carvão ou outros materiais ricos em carbono, como derivados de petróleo. O CO forma com a hemoglobina do sangue um composto mais estável (carboxiemoglobina) do que ela e o oxigênio, podendo levar a morte por asfixia. A exposição a doses relativamente elevadas em pessoas saudáveis pode provocar problemas de visão, redução da capacidade de trabalho, redução da destreza manual, diminuição da capacidade de aprendizagem, dificuldade na resolução de tarefas complexas ou mesmo matar.


d) Inversão térmica



Nas metrópoles, nos meses mais frios, pode se formar uma camada de ar quente logo acima da superfície que impede a dissipação dos poluentes por meio das correntes de convecção. Com isso, gases tóxicos eliminados na atividade industrial e pelo escapamentos dos automóveis não se dispersam e acabam promovendo problemas respiratórios na população.

e) Chuva ácida



A queima de carvão e de combustíveis fósseis e os poluentes industriais lançam dióxido de enxofre e de nitrogênio na atmosfera. Esses gases se combinam com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de vapor de água. O resultado são as chuvas ácidas. As águas da chuva, assim como a geada, neve e neblina, ficam carregadas de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao caírem na superfície, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.

EUTROFIZAÇÃO

Enriquecimento das águas superficiais por compostos nutrientes, em particular os nitrogenados e fosforados, que levam a um grande crescimento de algas e outras espécies vegetais aquáticas. A morte e apodrecimento desta flora aquática provocam um grande consumo do oxigênio dissolvido no corpo de água, levando à morte os animais por asfixia. As principais fontes de efluentes e produtos que provocam a eutrofização são: esgotos humanos; fezes de animais domésticos, em particular bovino, suíno; fertilizantes; efluentes de certas indústrias, em especial, papel e pasta de celulose; destilarias para a produção de álcool e bebidas alcoólicas; abatedouro e processamento de produtos de origem animal, produção de açúcar, curtumes, entre outras.

DERRAMAMENTO DE PETRÓLEO


A poluição do petróleo pode ser causada por qualquer derramamento de petróleo bruto ou de seus produtos refinados. Os maiores e mais danosos eventos poluidores usualmente envolvem derramamentos de petróleo ou pesados combustíveis de tanques sem capacidade ou plataformas furadas no mar, de navios ou embarcações ou explosões de poços ou de oleodutos danificados na terra.
Essa enorme mancha de petróleo fica na superfície da água, de modo que bloqueia a passagem de luz, impedindo também as trocas de gases entre a água e o ar. Os mais afetados pelo derramamento são os animais aquáticos, pois a substância impregna em seu corpo, principalmente nas brânquias dos peixes, chegando a matá-los por intoxicação ou por asfixia. As aves também são prejudicadas também, pois o petróleo cobre suas penas e então, a ave não consegue voar e fazer a termorregulação, e acabam morrendo. Assim acontece com os mamíferos. Os derramamentos que acontecem em manguezais são gravíssimos, pois além de atingir as árvores e os animais, acabam com a área de procriação de algumas espécies marinhas.

POLUIÇÃO TÉRMICA DA ÁGUA

Em geral, decorre do lançamento, nos rios, da água aquecida usada no processo de refrigeração de refinarias, siderúrgicas e usinas termoelétricas. O aumento da temperatura da água eleva a difusão de O2 para a atmosfera, diminuindo o teor desse gás na água. Para os seres vivos, os efeitos da temperatura dizem respeito à aceleração do metabolismo, ou seja, das atividades químicas que ocorrem nas células. A aceleração do metabolismo provoca aumento da necessidade de oxigênio e, por conseguinte, na aceleração do ritmo respiratório. Por outro lado, tais necessidades respiratórias ficam comprometidas, porque a hemoglobina tem pouca afinidade com o oxigênio aquecido. Combinada e reforçada com outras formas de poluição ela pode empobrecer o ambiente de forma imprevisível.

LIXO




Na linguagem técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais descartados pelas atividades humanas. O lixo pode ser destinado para um aterro sanitário, incineração, compostagem, reutilização e reciclagem.  Uma forma de diminuir a produção de lixo seria seguir os 3 Rs da ecologia: Reciclar, reutilizar e reduzir o consumo.
Aterro sanitário



POLUIÇÃO VISUAL



Excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso enfeia as cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas

POLUIÇÃO SONORA

O ruído excessivo pode provocar desde o estresse até a perda auditiva, até mesmo causar surdez, quando há exposição exagerada acima de 85 decibéis, nos seres humanos. No ambiente natural, atrapalha a atividade reprodutiva de muitas espécies e também estressa os animais.

MAGNIFICAÇÃO TRÓFICA OU BIOACUMULAÇÃO

Poluentes não biodegradáveis, como o DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano) e o mercúrio, acumulam-se nas cadeias alimentares na medida em que se aumenta o nível trófico.


RADIOATIVIDADE

Os elementos radioativos causam mutações no DNA e podem gerar vários problemas de saúde. Os efeitos da radiação são classificados como agudos ou crônicos. Os crônicos se manifestam ao longo de anos após uma exposição não direta mas significativa de radiação. Já os agudos são imediatos. Os efeitos agudos variam de queimaduras nas mucosas até alterações na produção do sangue, com rompimento das plaquetas e queda na resistência imunológica. Com a exposição freqüente, aparecem problemas crônicos, como câncer de pulmão, de pele, de ossos ou de sangue (leucemia), problemas na tireóide e esterilidade. As alterações no DNA das células podem se estender por gerações, já que as células reprodutoras são muito sensíveis e especialmente afetadas pela radiação.

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ O que é biologia da conservação?

A biologia da conservação tem como objetivo manter a diversidade biológica do planeta. Esse campo da biologia abrange outras áreas do conhecimento ligadas à vida silvestre, como a administração de áreas naturais protegidas e o estudo das relações da fauna e da flora com populações humanas. Por seu interesse em preservar a maior diversidade de organismos pelo maior tempo possível, a biologia da conservação contrapõe-se à crise ambiental causada pelo desenvolvimento tecnológico, que levou ao aumento da população humana e ao uso não-sustentável dos recursos naturais. A exploração inadequada da natureza vem provocando a extinção de grande número de espécies, nos diferentes ecossistemas da Terra, em especial nos países em desenvolvimento situados em regiões tropicais, onde – por muitas razões, entre elas o clima se encontra a maior biodiversidade. A perda e a fragmentação de hábitats são hoje as causas mais comuns dessas extinções. A perda de hábitats elimina espécies com distribuições restritas, enquanto a fragmentação impede que espécies de maior porte, que precisam de espaços maiores ou distribuem-se de modo mais esparso, consigam manter populações estáveis em fragmentos pequenos.

Fonte: Marini-Filho, O. J. & Martins, R. P. Teoria de metapopulações. Ciência Hoje,vol. 27, 166, p. 22-29.

Fundamentos da biologia da conservação

1. A diversidade de organismos é positiva:

A nossa predisposição a diversidade pode ter uma explicação evolutiva, ao buscar uma diversidade de animais e vegetais para caça e coleta respectivamente, o homem primitivo protegeu sua descendência da extinção em tempos de catástrofes naturais, quando havia escassez de diversas fontes de alimentos.

2. A extinção prematura de populações e espécies é negativa:

Naturalmente durante a evolução do nosso planeta, muitas espécies foram extintas por processos naturais, e outras a partir daí evoluíram e deram origem a novas espécies. Porém este equilíbrio foi quebrado quando o homem começou a alterar significativamente o meio ambiente expandindo seus domínios e caçando maciçamente algumas espécies, até levá-las a extinção. 

3. A complexidade ecológica é positiva:

A coevolução é um fenômeno ecológico que Só acontece na natureza, dentro de um ecossistema onde comunidades de animais ou plantas interagem de tal forma em relações de predador-presa, parasitismo, ou simbiose, que as obriga a evoluir, ou co-evoluir, formando novas espécies. 

4. A evolução é positiva:


A adaptação evolutiva é um processo que muitas vezes leva a formação de novas espécies aumentando assim a diversidade biológica. Porém, devido ao desequilíbrio causado pelo homem, sobretudo com a redução significativa de muitas populações e dos próprios biomas onde estas comunidades estão inseridas, esta capacidade evolutiva acaba sendo prejudicada. 

5. A diversidade biológica tem valor em si: 

Independente do valor econômico que o homem possa dar a algumas espécies, o verdadeiro valor de qualquer espécie está na sua própria existência, na história evolutiva e na sua função ecológica que ocupa. 
Fonte: http://biologiasilvestre.blogspot.com.br/p/fundamentos-da-biologia-da-conservacao.html

Causas de extinção

Destruição de habitats;     Espécies exóticas; Fragmentação de habitats; Superexploração de recursos; Alteração de habitats; Disseminação de doenças;