domingo, 23 de agosto de 2009

PANLIBRISMO

Por Marcos Magalhães:

“[...]Reuni todos os meus ideais já estabelecidos, refleti em outros pontos e, como consequência, estou aqui escrevendo sobre a novidade. Desejo uma nova filosofia que faça as pessoas verem como é importante respeitar os limites do ecossistema (ou mesmo do Universo), para que o Homem analise os fatos ocorridos em sua vida de forma mais racional, onde tudo possui uma consequência e, logicamente, uma explicação. Quero mostrar que tudo está ligado: Do mais simples ser à mais complexa cadeia de células. Um depende do outro para existir e, por isso, não há superioridade, e sim interação. Desejo respeito e não o egocentrismo. Uma filosofia que explique porque devemos manter a vida e não matá-la. Eu quero uma filosifia que mostre nossa dependência e fraqueza e não um falso senso de independência. Eu quero uma filosofia que não me torne um simples homem que vive por viver, mas sim uma pequena parte do universo.”

Reflitam!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

FILO MOLLUSCA

Slides apresentados nas aulas sobre moluscos:

Assistam o documentário sobre caramujos africanos:


Entendam alguns motivos que tornam os polvos um sucesso adaptativo dentre os moluscos, mesmo sem ter concha. Eles podem se camuflar, tornando-se pouco visíveis às presas e predadores graças a mudança de cor, resultante da ação de células epidérmicas chamadas cromatóforos. Essa característica também pode ser utilizada em rituais de cópula. Para sua defesa esses animais também podem lançar uma tinta preta na água, confundindo possíveis predadores enquanto fogem.


Bons estudos!

terça-feira, 14 de julho de 2009

LITERATURA E ECOLOGIA


A literatura me fascina! E o meu encantamento é maior quando encontro referências significativas à questão ambiental nos livros que despretenciosamente leio. Atente para o alerta que nos faz o Gabriel García Márquez em O amor nos tempos do cólera (p.408-409):


[...] Navegavam muito devegar por um rio sem margens que se dispersava entre praias áridas até o horizonte. Mas ao contrário das águas turvas da desembocadura, aquelas eram lentas e diáfanas, e tinham um resplendor de metal debaixo do sol impiedoso. Fermina Daza teve a impressão de um delta povoado de ilhas de areia.

- É o pouco que nos vai restando do rio - disse o comandante.

Florentino Ariza, com efeito, estava surpreendido com o que havia mudado, e mais ainda estaria no dia seguinte, quando a navegação ficou mais difícil, e percebeu que o rio pai, o Madalena, um dos maiores do mundo, não passava de uma ilusão da memória. O capitão Samaritano explicou como o desmatamento irracional tinha acabado com o rio em cinquenta anos: as caldeiras dos navios tinham devorado a selva emaranhada de árvores colossais que Florentino Ariza sentia como uma opressão na primeira viagem. Fermina Daza não veria os bichos de seus sonhos: os caçadores de peles dos curtumes de Nova Orleans haviam exterminado os jacarés que fingiam de mortos com as fauces abertas durante horas e horas nos barrancos da margem para surpreender as borboletas, os louros com suas algaravias e os micos com seus gritos de doidos tinham ido morrendo à medida que acabavam as frondes, os peixes-boi de grandes tetas de mãe que amamentavam as crias e choravam com vozes de mulher desolada nas pontas de areia eram uma espécie extinta pelas balas blindadas dos caçadores de prazer.
Infelizmente essa descrição cabe para muitos cenários do mundo.